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A DIFÍCIL BATALHA


19/10/2012
Depois de inserir milhões de pessoas no mercado de trabalho e da forte demanda internacional pelos produtos brasileiros, o Brasil para continuar crescendo com vigor precisa vencer a batalha a produtividade. Em média, o trabalhador brasileiro produz em média US$ 22 mil por ano de riqueza, contra US$ 100 mil do americano. Para se tornar uma nação rica, o Brasil precisa, portanto, aprender a produzir com mais eficiência. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a produtividade brasileira está estagnada há três décadas, chegando a encolher 1,35% nos anos 80. Nos anos 2000, avançou apenas 0,9%.

Baixa produtividade não é sinônimo de pouco trabalho. Os brasileiros dedicam mais horas de labuta que muitos países ricos. Os alemães, por exemplo, enfrentam 38 horas semanais de trabalho, contra 44 do Brasil, e desfrutam de 40 dias úteis de férias por ano. Mesmo trabalhando menos, o alemão é quatro vezes mais produtivo. Os números mostram que os países que investiram na educação, infraestrutura e instituições fortes têm uma economia mais eficiente e rica. No Brasil, a média de escolaridade é de 7,5 anos, ante 12 dos americanos, e apenas 11% da população tem diploma universitário, quase a mesma proporção de 30 anos atrás.

Para o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, "o Brasil é deficiente em todos os fatores importantes para a produtividade, como inovação, educação e infraestrutura. Não fazemos nada do que o manual recomenda para sermos mais produtivo", conclui.

As tentativas de ampliar a produtividade brasileira esbarra também na rigidez das leis trabalhistas e nas milhares de leis em vigor no país, muitas delas confusas e contraditórias, tornando a vida das empresas um verdadeiro reino de Hades.

O fortalecimento das instituições é uma chave para avançar na produtividade e no desenvolvimento.