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A CLASSE CONSERVADORA CORTEJADA


18/08/2002
Aqueles que ignoram os desejos e anseios da classe C, provavelmente, estão cometendo um suicídio mercadológico; pois, os que vivem nela, grande parcela da população brasileira, adora propaganda, a despeito de poder ou não comprar os produtos veiculados. Eles não se sentem excluídos do mundo do consumo e apenas toleram o produto barato e despojado devido às circunstâncias, mas são conservadores e apaixonados pelas marcas-líderes porque, quase sempre, elas são referências de estabilidade e ordem.
De olho neste público, o Lemon Bank, um banco de varejo voltado para as massas, começará as suas atividades no Brasil em setembro com uma rede com mais de 2mil pontos de atendimento em todas as regiões do País. Pontos estrategicamente instalados, junto aos caixas de farmácias, mercearias, padarias, postos de gasolina ou quiosques montados em locais de grande concentração de público.
Através de um equipamento simples, semelhante ao usado para cobrança de cartões de crédito, o próprio balconista realizará as transações bancárias, atuando como "correspondente bancário".
Um mercado de 50 milhões de brasileiros que não têm conta bancária ou acesso aos serviços financeiros e que é disputado pelos grandes bancos e pelo Lemon, que estima movimentar US$600 milhões de recursos no 1º ano.