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A BUSCA POR ALIMENTOS MAIS SAUDÁVEIS


12/03/2007

A Phytopharm, empresa britânica de pesquisas em plantas desenvolveu um extrato comestível a base de hoodia - planta espinhosa com propriedades de eliminar as aflições da fome.
   
Em 2004, a Phytopharm fechou um acordo  com a Unilever que pretende usar esse pequeno tesouro em seus produtos alimentares. Ao longo de dois anos,  a multinacional investiu milhões de euros para cultivar 100 hectares de hoodia na África do Sul,  O projeto envolve ainda investimentos de R$ 88 milhões na Phytopharm.
  
Esse é apenas um exemplo do que acontece atualmente no setor de mundial de bebidas e alimentos.  Antes, os consumidores buscavam alimentos de preços acessíveis, saborosos, fáceis de armazenar e de cozinhar. Com o aumento da obesidade e das restrições governamentais quanto aos doces e salgados para as crianças, as empresas buscam um novo posicionamento de mercado, isto é, uma nova área de atuação.
 
Como bem pontuou o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Nestlé, Werner Bauer, "este século está claramente destinado a ver os alimentos no papel de algo que melhora sua qualidade de vida, antes da necessidade de medicamentos".
 
A própria  Nestlé tem acordo com o instituto tecnológico École Polytechnique Fédérale para pesquisar a relação entre nutrição e o cérebro, o objetivo é desenvolver produtos que ajudem na prevenção de doenças degenerativas, como o Alzheimer, por exemplo.
  
Outra tendência é o investimento pesado em ciência feito por  empresas que tradicionalmente não têm extensas instalações de pesquisa e desenvolvimento,  como a Cadbury,  que nos últimos três anos dobrou os investimentos em ciência e tecnologia.
 
O vice-presidente da Booz Allen Hamilton, Richard Rawlison, pontua que nem sempre as empresas de alimentos com forte atuação em pesquisa conseguem bons resultados em seus novos produtos.  Para o consultor, a Danone é um exemplo de sucesso calcado na combinação de pesquisa e um bom marketing. O Actimel lançado dos anos 90, agora tem vendas anuais em torno de 840 milhões de euros.
 
Outra empresa que vem progredindo muito nessa linha de saudáveis é a PepsiCo.  Apenas um detalhe: antes o grupo tinha uma linha de produtos menos saudáveis no setor, com suas operações centradas em marcas consideradas "junk food". Agora, a multinacional é proprietária de quatro das sete marcas "saudáveis" mais respeitadas pelos consumidores norte-americanos.