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ATÉ QUANDO?


26/11/2007
      O consumo de produtos piratas nos EUA apresenta um crescimento significativo para a esfera americana. No relatório da Câmara de Comércio dos EUA apresentado no dia 02 de outubro mostra que o número de adultos americanos que compra produtos pirateados aumentou 4% este ano. Músicas, filmes e calçados ilegais foram comprados nos últimos 12 meses por 22% dos adultos norte-americanos. Em 2006 o percentual foi de 18% e em 2005 de 13%.
  
      No Brasil os números são alarmantes. Estima-se que a cada dez  CDs legítimos vendidos, outros cinco são piratas (comprados diretamente com ambulantes), e outros tantos copiados pela Internet. Negócio da China para uns, a pirataria já se tornou algo corriqueiro e usual na vida do brasileiro. Cerca de 42% da população consome algum tipo de produto pirateado todos os anos.
 
      A pesquisa realizada pelo Instituto Gallup com 4,3 mil pessoas mostra a não compreensão da população quanto aos malefícios da pirataria e o produto mais procurado foi o download de músicas com aumento de 5,1% em 2005 para 9% em 2007.
 
      Segundo a Interpol, a pirataria foi o crime que causou os maiores prejuízos nos últimos 10 anos, estimados em US$ 516 bilhões ao redor do mundo. Para efeito de comparação, o segmento de drogas e entorpecentes movimenta US$ 322 bilhões.

      Um dos segmentos mais afetados por ações ilegais no Brasil é o de tevê por assinatura. Segundo o levantamento mais recente da Comissão Antipirataria do SETA, compilado ao final de 2006, o índice de conexões piratas sob o número de domicílios cabeados corresponde a cerca de 16% sobre a base de assinantes, o que dá um total de 370 mil domicílios na ilegalidade. Em bom português, isso significa que, de cada 100 casas que recebem sinal via cabo, 16 não pagam.
 
      De acordo com o sindicato, as estimativas de perdas econômicas no setor associadas a este cenário passam de R$ 500 milhões por ano, e as baixas em postos de trabalho em até 5 mil vagas. A expectativa é que, mantidos esses números, em dez anos a pirataria na TV por assinatura poderá evadir R$ 3 bilhões em investimentos de infra-estrutura e atrasar programas de inclusão digital no Brasil.