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AS QUEDAS DOS GOLIAS


06/09/2012

Após analisar 11 empresas a fundo, o consultor Jim Collins fez mais do que descrever fatos e mostrar como o declínio pode ocorrer. No livro "Como os gigantes caem", Collins tinha como objetivo oferecer subsídios para que os líderes e executivos possam justamente atuar contra o adoecimento e a morte das organizações. "É melhor aprender com a queda dos outros do que repetir seus erros devido à ignorância", diz. Com isso, analisou índices financeiros, visão e estratégia, organização, cultura, liderança, tecnologia, mercados, ambiente e o cenário competitivo.

O modelo do pesquisador inclui cinco estágios, que não precisam ser cumpridos em sequência. O primeiro estágio é o "excesso de autoconfiança", onde as empresas são arrogantes, substituem as causas por efeitos e reduzem a orientação ao aprendizado. Já o segundo é "a busca indisciplinada por mais", onde as organizações confundem a importância de ser excelente e ser grande e dão saltos descontínuos e indisciplinados, reduzindo o número de pessoas certas em posições-chave. No estágio três, há "negação de riscos e perigos", onde há ênfase em dados positivos, minimizando os negativos. Aqui, as empresas fazem grandes apostas sem validação empírica e correm um enorme risco, buscando sempre externar a culpa.

O estágio quatro tem início quando uma organização reage a uma crise procurando uma grande aposta. É "a luta desesperada por salvação", onde gera-se pânico e afobação, com reestruturação crônica e desgaste da força financeira. "Depois de cair por todos os estágios, as pessoas no poder podem ficar desanimadas e acabar perdendo a esperança. E, quando você abandona a esperança, pode se preparar para o fim", sentencia Collins. É o estágio 5, onde há uma "entrega à irrelevância ou à morte". Há, nesse estágio, duas situações: decide-se que se entregar traz resultado melhor do que continuar lutando, ou permanece-se na luta, mas sem opções estratégicas, por causa da falta de caixa. Nesse caso, a empresa morre ou torna-se irrelevante. 

As pesquisas de Collins, porém, detectaram casos onde o sucesso não foi sucedido por um declínio.  As circunstâncias por si sós, não definem resultados. "Não somos prisioneiros das circunstâncias, dos nossos erros ou até de derrotas descomunais por nossas escolhas. Somos libertados por nossas escolhas", conclui.