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AS ÁGUAS VÃO ROLAR...


12/03/2004
AS ÁGUAS VÃO ROLAR...
    A indústria brasileira é quem está pagando a conta da atual política governamental, apesar do Presidente Lula ter 70% de popularidade pessoal, seu governo está baixo dos 40% e no caso "Waldomiro" muita água ainda vai rolar.
    Em 2003, no setor de medicamentos foram produzidos 1,5 bilhão de unidades, queda de 50%, em relação a 2002, e capacidade ociosa da indústria de 50%; no setor têxtil foram transformados 1,2 milhão de toneladas de fibras, queda de 15% e ociosidade de 20% ; em eletrodomésticos são 45 plantas industriais, produção de  31 milhões de aparelhos e 30% de ociosidade; o setor de alimentos faturou R$140 bilhões, é responsável por 10% do PIB e ociosidade de 31%. O desemprego em São Paulo atingiu 19,85% e a média nacional é de 10,9%; o rendimento médio dos salários ficou em 12% menor que 2002, os investimentos estão em 17% do PIB, ou seja, no fundo do poço.
    O Brasil segue na contramão da velha fórmula norte-americana de recuperação da economia com a redução dos juros, diminuição dos  impostos e aumento dos investimentos públicos para facilitar a criação de empregos e aumentar a demanda na economia. E pior, o governo desqualifica o empresariado nacional; estipula regras unilaterais no setor energético gerando insegurança contratual e afastando os investidores e as PPP´s - Parceiras Público-Privadas carecem de normas e os resultados não parecem interessantes.
    Para não apanhar mais o governo bate, chegando a comparar o Brasil à Índia. Erro crasso, pois lá, o PIB deles, em 2003,   cresceu 6%. Enquanto o nosso PIB per capita é 6x maior que o da Índia, a distribuição de renda brasileira é 10x pior. O setor produtivo indiano tem juros básicos de 5% ao ano, a moeda nacional está subvalorizada e as exportações garantem reservas cambiais de US$100 bilhões enquanto nós temos apenas US$17 bilhões. O déficit público indiano é de 10% do PIB, no Brasil é de 5% e a Índia recebeu o título de "investment grade" da  agência Moody´s o que lhe garante  captar recursos internacionais a um custo menor.