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APETITE INSACIÁVEL


04/11/2005
 A carga tributária brasileira vai para algum que poucos conseguem enxergar. O varejo que está na ponta de baixo da cadeia produção-consumo é quem arca com o maior peso dos tributos. Da mobília da loja à compra do manequim, o governo "morde", em média, 47,5% em impostos, taxas e contribuições. E não pára por aí, na venda final de um microondas são 56,9% em impostos, em roupa são 37,54%, no açúcar são 40,5% e assim por diante.
 Segundo o IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário há no Brasil mais de 60 impostos e que a carga tributária nos primeiros meses de 2005 atingiu 41,42% do PIB contra 35,9% de 2004, segundo o IPEA. A Receita Federal arrecadou R$ 31,6 bilhões em julho, aumento de 5,48% em relação a julho de 2004 e desde janeiro, as arrecadações somam R$ 207,3 bilhões aumento de 6,03% em comparação ao 1º semestre de 2004. Ainda, em 2005, o brasileiro 140 dias para impostos enquanto que 1988 era "apenas" 73 dias. A ACSP - Associação Comercial de São Paulo criou ferramentas para alertar os consumidores como o "Lojão do Imposto" uma loja onde afixa-se o valor do imposto em cada mercadoria vendida e que circula por dezenas de eventos e lugares e o "Impostômetro", um medidor de impostos que é exibido num telão de um prédio de São Paulo e mostra quanto o governo arrecada por segundo em impostos. No dia 22 de julho o Impostômetro registrou R$ 400 bilhões de arrecadação de tributos pagos no Brasil.
 Parlamentares e empresários propõe novas formas de arrecadação, mas surge o medo de que as idéias ao invés de substituírem as antigas, somem-se às existentes como foi o caso do "imposto único" que transformou-se na CPMF.