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ALTERIDADE


21/07/2011

Os negócios entre Brasil e China estão cada vez maiores, assim como a percepção das diferenças culturais. As exportações brasileiras de matérias-primas para lá cresceram 35 vezes em valor entre 2000 e 2010, enquanto as exportações de bens manufaturados para a China cresceram apenas sete vezes na década. "Quando os brasileiros entenderem as diferenças culturais, ficará muito mais fácil para negociar acordos bilaterais que lhes permitirão vender mais produtos acabados para os chineses", explica Alexandre Yambanis, diretor-executivo da Suzano.

Além da barreira do idioma, há uma falta de entendimento cultural dos dois lados. Nas aulas de mandarim, atualmente, quase metade do tempo é dedicado a questões culturais. "Por que a mesa é sempre redonda?", "o número quatro significa morte ou vida?", "o que se deve dar como presente?" são algumas dúvidas. O maior desafio, porém, será sempre o timing, que significa não só não atrasar compromissos e cumprir prazos, mas se adaptar ao ritmo chinês. "Eles demoram muito para tomar uma decisão e quando se decidem, querem concluir em dois dias", explica Hsia Hua Sheng, diretor da consultoria Luz Engenharia.