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ALÉM DO ESTRITAMENTE ESSENCIAL


Edicão: 124 - 24/03/2013

O aumento do poder de consumo da classe média está mudando o perfil do Brasil. De 2002 a 2012, a classe média brasileira ganhou 37 milhões de novos participantes e consumidores. Esse fenômeno ampliou a demanda por serviços em cerca de 33%, segundo levantamento do Data Popular. Uma década atrás, a classe média gastava 49,7% de sua renda com serviços. Neste ano, a expectativa é que tais despesas cheguem a 66,3% dos rendimentos. Com mais dinheiro, os brasileiros foram buscar serviços que até então não faziam parte de seu dia a dia, e os preços rapidamente subiram. Nos serviços pessoais, os preços subiram 9,8% no ano passado, bem mais que os 7,6% verificados em 2007.

Empregado doméstico, manicure e depilação aumentaram mais de 10% somente no ano passado. Essa transformação também ocorre com o lazer, onde excursões e passagens aéreas lideraram as altas.

A expansão da classe C na última década levou as empresas de serviços a traçar estratégias específicas para atender esse público. Na D\'pil, a estratégia para atrair a classe C é oferecer alternativas mais em conta para tratamentos de beleza que até pouco tempo atrás estavam restritos ao topo da pirâmide social. Ao facilitar o pagamento e se aproximar fisicamente do consumidor, a companhia aérea Gol procura estreitar seu relacionamento com os clientes sem entrar em guerra de preços. Já a Vivo afirma que, nos últimos três anos, o uso de celular cresceu mais de 50%, em grande medida impulsionado pela classe C. Os clientes da empresa, segundo o diretor-executivo de estratégia e novos negócios, Daniel Cardoso, falam em média mais de 120 minutos por mês.