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ABRINDO A MENTE


08/09/2009

    Empresas e setores de negócios estão testando novos modelos de negócios, baseados em estimular a criatividade coletiva por meio da inovação aberta. Esta nova estratégia equilibra os dogmas da estratégia empresarial tradicional, que tem por base a propriedade e o controle como elementos fundamentais ao sucesso. Para a mudança acontecer, é preciso reconsiderar os processos de criação e captura de valor, abrir mão da propriedade dos recursos e não se importar com cópias. O valor na abertura é enriquecido com ideias de usuários para aperfeiçoar o produto, caso do My Space e do Linux. Quanto mais usuários, mais impulso há para os produtos. Mais de 130 mil pessoas contribuem ativamente para o crescimento do Linux. O valor da contribuição do Linux para a computação mundial se reflete no valor de seu ecossistema (software e servidores), cujo valor foi estimado em US$ 18 bilhões em 2006.

    A invenção aberta, sem compensação monetária direta, e a coordenação aberta são duas manifestações primárias da abertura. As cinco forças de Michael Porter (poder de barganha dos clientes, rivalidade entre concorrentes, ameaça de novos entrantes, poder de barganha dos fornecedores e ameaça dos produtos competitivos) estão na berlinda, mas sua visão pode ser benéfica para o modelo aberto. Por exemplo, a Intel e a IBM apóiam o Linux. Ao abrir o elo do software na cadeia de valor fez o custo da computação baixar e levou o crescimento do mercado.

    O Google e YouTube nasceram com o benefício de barreiras de entrada pouco significativas. Na web, as pessoas mudam de fornecedor com um clique, sem custos consideráveis de substituição. O cultivo das cinco forças de Porter pela Microsoft fez muito pouco para frear a ascensão meteórica do Google no que se refere a capitalização de mercado.